O melhor bacalhau de Portugal come-se no Salpoente


O melhor bacalhau de Portugal come-se no Salpoente

Um cliente, um amigo
in Delta Magazine, Janeiro, Fevereiro, Março de 2016

O SALPOENTE É UMA REFERÊNCIA GASTRONÓMICA DE AVEIRO.
Este espaço, propriedade de René Sabino (à esquerda), devolveu à cidade um património histórico. Vasco Amaro (à direita), por usa vez, é o responsável pela boa gestão do estabelecimento.
Localizado no Cais de São Roque, em Aveiro, o Salpoente nasce da recuperação de dois antigos armazéns de sal, património histórico da cidade, e da aposta na valorização da gastronomia nacional, em especial o bacalhau. Este espaço de restauração, que desde logo reclama a ambição de ser o melhor restaurante de bacalhau em Portugal, recria e reinterpreta a cozinha tradicional portuguesa, funcionando como uma espécie de laboratório de estudo dos sabores tradicionais e de novas abordagens aos mesmos. Uma cozinha de autor, inspirada por várias motivações, confecionada com extremo cuidado e qualidade, onde o bacalhau é a estrela maior. E o café
Delta, claro está, como remate perfeito e destino final de todas as viagens degustavas.
O Salpoente não tem, de facto, qualquer pudor em afirmar a ambição de ser o melhor restaurante de bacalhau em Portugal. Na carta, propõe várias viagens degustativas pelos sabores do bacalhau, com pratos simples,
outros mais complexos, mas com um denominador comum: a oferta de sabores tradicionais de alta qualidade.
Uma reinterpretação do património gastronómico português com o filtro da modernidade, filosofia que é também visível na recuperação, ao nível arquitetónico, dos dois armazéns de sal que são hoje a sua casa. Situados em frente a um dos canais da Ria,
estes barracões centenários, construídos em ripas de madeira, são vizinhos de salineiros ainda em funcionamento, onde é vendido o sal das salineiras locais. Hoje já são poucos, outrora foram muitos mais, o que, juntamente com a vocação marítima das gentes de Aveiro, potenciou o aparecimento de grandes frotas de bacalhoeiros.
Espaço de convívio, em família, com amigos ou numa vertente mais profissional, onde se respira o design e o bom-gosto, a vertente artística do Salpoente não passa despercebida. Um restaurante que se converte em galeria de arte, acolhendo obras dos mais variados artistas, da fotografia às artes plásticas, escultura e design, e que pretende, acima de tudo, “defender as marcas e os valores nacionais, ao recuperar e preservar tradições, impulsionar a arte, dinamizar a Ria e promover a procura turística na cidade de Aveiro”, como nos conta Vasco Amaro, diretor do Salpoente. “Acredito que vamos ser um espaço de referência a nível nacional e que vamos prestar um forte contributo à dinâmica turística local e regional. Temos a melhor
localização, o melhor espaço, os melhores parceiros, um serviço e um chef de excelência”.
Especialistas em bacalhau Neste espaço histórico, localizado no cais de São Roque, na também histórica zona da cidade, junto a um canal da Ria de Aveiro, o bacalhau é rei e homenageado tanto ao nível das muitas propostas degustativas, como da decoração do próprio restaurante. Do acervo próprio do Salpoente, Vasco Amaro destaca o bacalhau feito de luvas e botas, da autoria de Aureliano Aguiar, a par das muitas referências decorativas alusivas à pesca do bacalhau, como as escadas em aço, envelhecidas em água e sal durante meses, para se assemelharem às dos navios bacalhoeiros.
E a preparar o melhor bacalhau que se pode comer em Portugal está um chef que percebe bem do assunto: Duarte Eira, vencedor da 7.ª edição do concurso “Revolta do Bacalhau”. Prémio que lhe valeu um curso intensivo de formação para aperfeiçoar as técnicas de confeção do bacalhau no Gastronomik Institut, na Noruega.
Se a cozinha é de qualidade, o atendimento e o serviço também primam pela excelência. Para acompanhar os melhores pratos são sugeridas as melhores castas, com as propostas da Adega Mayor a destacarem-se entre as 170 referências disponíveis na garrafeira do Salpoente.
A acrescentar a todos estes ingredientes está também o “know-how” do investidor, René Sabino, venezuelano de nacionalidade, com vários espaços ligados à hotelaria noutras partes do mundo, e Pedro Simões, que apostaram no “velhinho” Salpoente (o espaço tem 25 anos) e em 2013 abriram a versão atual, ocupando os dois (antes apenas um) armazéns de sal com mestria recuperados.
O cliente gostou e aprovou, com o Salpoente a ser eleito, no ano de reabertura, Escolha do Consumidor na categoria de Restaurantes. Um espaço a visitar e a onde regressar, para usufruir de toda uma experiência gastronómica e sensorial, beber um bom vinho ou o melhor café de Portugal. Delta claro está!
A reter
Tipo de cozinha: Tradicional portuguesa, internacional, contemporânea
Especialidades: Bacalhau
Lotação: 100 pessoas
O espaço dispõe de uma sala de refeições principais, de uma mezzanine privada com capacidade para oito pessoas, onde figura a chamada mesa do chef, decorada com os melhores restaurantes de 2011 e com as zonas de pesca do bacalhau, disponível por reserva, da zona de balcão e algumas mesas anexas para momentos mais descontraídos e de uma outra sala independente especialmente indicada para grupos.
Localização: Canal de São Roque, Aveiro
Contactos: 234382674
http://www.salpoente.com/

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